A digitalização mudou a forma como ouvimos música, assistimos a filmes, trabalhamos e até nos relacionamos. Diante dessas transformações, uma pergunta parecia inevitável: o livro, em seu formato mais tradicional, sobreviveria? A resposta, contra todas as previsões apocalípticas, é um retumbante sim. O livro não apenas sobreviveu, como se reinventou, ganhado diferentes formas, canais e oportunidades de conectar autores, marcas e leitores.
A era digital não matou o livro; ela o libertou de suas amarras físicas e expandiu seu universo. Hoje, a publicação de uma obra é um ecossistema complexo e vibrante, onde o impresso e o digital não competem, e sim se complementam. Navegar por esse cenário é o grande desafio e, ao mesmo tempo, a maior oportunidade para autores, editoras e empresas que entendem que uma boa história, seja em que formato for, continua sendo um ativo valioso.
O que você vai encontrar neste artigo:
1. O impacto da digitalização no mercado editorial
2. O surpreendente movimento de volta ao papel
3. Impressão sob demanda: a união de tecnologia e sustentabilidade
4. Livros como estratégia de marca e cultura
5. O futuro da publicação é híbrido
6. Publique mais do que páginas: crie conexões
O impacto da digitalização no mercado editorial
A primeira grande onda da revolução digital no mercado editorial veio com os e-books. A conveniência de carregar uma biblioteca inteira em um único dispositivo e o acesso instantâneo a títulos do mundo todo mudaram os hábitos de leitura para sempre. Logo em seguida, os audiobooks ganharam força e fizeram do tempo no trânsito ou na academia uma oportunidade de consumir conteúdo. Segundo dados da pesquisa “Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro”, divulgados pelo E-Commerce Brasil, as vendas de livros digitais cresceram mais de 20% em 2024 em comparação com o ano anterior.
Mas a digitalização foi muito além de apenas criar novos formatos. Ela integrou o livro a um ecossistema de conteúdo muito mais amplo. Hoje, um lançamento literário pode ser o ponto de partida para podcasts, webséries, discussões em redes sociais e artigos em blogs. Essa abordagem multimídia fortalece a presença digital do autor ou da marca, fazendo de uma publicação isolada um pilar estratégico de comunicação.
Para as empresas, isso significa que o livro se tornou uma poderosa ferramenta de mídia própria. Em vez de depender exclusivamente de canais tradicionais, uma marca pode criar seu próprio ativo de conteúdo, um livro que consolida sua autoridade, conta sua história e engaja o público de forma profunda e duradoura. É a materialização do conhecimento e dos valores da empresa em um formato que gera credibilidade e se destaca em meio ao ruído digital.
O surpreendente movimento de volta ao papel
No entanto, em meio à avalanche de telas e notificações, um movimento contrário começou a ganhar força: o resgate do físico, do tátil, do duradouro. Como define Rita Trevisan, Head de Conteúdo na Cucas Conteúdo, “paper is the new bacon”, expressão em inglês que quer dizer que o papel é o novo objeto de desejo. A frase brinca com a antiga ideia de que “tudo fica melhor com bacon”, mas aqui o sentido é outro, mostrando como o conteúdo impresso voltou a ter valor, prestígio e apelo no mercado.
“Em tempos de digitalização de tudo – até das relações – e no auge da IA, tem gente aí me achando maluca”, provoca Rita. “Na verdade, estamos falando de um movimento mundial, que deve ganhar força nos próximos anos. O TikTok, uma das maiores redes sociais do planeta, anunciou a publicação de livros físicos a partir de 2025. No Brasil, marcas que fizeram história – como Capricho, Billboard e Manchete – voltaram à cena com revistas impressas, com novas estratégias editoriais e de negócios”, escreveu Rita em um artigo.
Mas por que o papel continua tão relevante? A defesa de Rita Trevisan se baseia em argumentos que estrategistas de comunicação deveriam considerar:
1 – O papel surpreende
Em meio ao excesso de telas e de estímulos digitais, receber uma comunicação em papel chama a atenção de imediato. Em um cenário dominado por notificações e mensagens instantâneas, uma revista ou um livro físico se tornam experiências únicas – momentos que convidam à pausa e ficam na memória.
2 – A experiência é imersiva
Folhear uma publicação impressa é um ato que envolve mais do que leitura: é toque, textura e tempo. O papel convida à concentração e à desaceleração, oferecendo uma imersão difícil de reproduzir no ambiente digital. Esse tipo de interação fortalece a relação com o conteúdo e dá mais peso à mensagem transmitida.
3 – O impresso alcança onde o digital não vai
Este é um ponto muito importante, especialmente na comunicação institucional. “Trabalho com empresas de todos os portes e vou te contar uma verdade dura: nem todos os profissionais têm acesso fácil a computadores e muito menos a um sinal estável de internet”, explica Rita. Campanhas 100% digitais podem acabar excluindo equipes de produção e operacionais, que em muitos casos representam a maior parte da força de trabalho. O impresso é democrático e inclusivo.
Impressão sob demanda: a união de tecnologia e sustentabilidade
A valorização do papel não significa um retorno a modelos antigos e insustentáveis de produção. A tecnologia trouxe uma solução inteligente, que é a impressão sob demanda (Print on Demand – POD). Esse modelo permite a impressão de livros em tiragens flexíveis, a partir de um único exemplar, eliminando a necessidade de grandes estoques e reduzindo drasticamente o desperdício.
A impressão sob demanda democratizou o acesso à publicação, permitindo que autores independentes e empresas publiquem suas obras com um investimento inicial muito menor. Além disso, alinha-se a uma crescente preocupação com a sustentabilidade.
Essa preocupação com a cadeia produtiva e o ciclo de vida do material dialoga diretamente com a agenda ESG. Empresas que publicam livros podem, inclusive, destacar essas práticas em seu Relatório de Sustentabilidade, mostrando coerência entre seu discurso e sua operação.
Para que esse processo seja bem-sucedido, contar com parceiros especializados, como a Cucas Conteúdo, é indispensável para desenhar o projeto editorial, garantir uma boa assessoria e conduzir a produção de forma eficiente e estratégica.
Livros como estratégia de marca e cultura
Cada vez mais, empresas, ONGs e instituições reconhecem o poder do livro como uma peça de branding e memória institucional. Um livro corporativo vai muito além de um histórico da empresa. Ele pode ser usado para os objetivos abaixo.
Consolidar a cultura organizacional
Um livro pode contar a história dos fundadores, os valores da empresa e os grandes desafios superados, transformando a cultura em uma narrativa envolvente para colaboradores e novos talentos. É uma estratégia para melhorar a comunicação interna e a cultura organizacional.
Educar o mercado
Empresas que são referência em seus setores podem publicar livros que compartilham seu conhecimento, educam o mercado e reforçam sua autoridade no assunto.
Contar histórias de impacto
Instituições podem usar livros para dar voz a projetos sociais, registrar o legado de suas iniciativas e engajar a sociedade em suas causas.
O livro, nesse contexto, é a peça central de uma estratégia de conteúdo que se desdobra em múltiplos canais, gerando valor por muito tempo.
O futuro da publicação é híbrido
O futuro não aponta para uma escolha entre o físico e o digital, mas para a sua integração inteligente. Veremos cada vez mais livros digitais interativos, com links, vídeos e elementos de realidade aumentada que expandem a experiência de leitura. O impresso, por sua vez, se consolida como uma experiência premium, um objeto de desejo que pode ser usado em campanhas especiais, presentes para clientes ou como uma edição de colecionador.
A jornada do leitor moderno é fluida. Ele pode descobrir um livro em uma rede social, comprar o e-book para ler durante uma viagem e, se a obra o conquistar, adquirir a versão impressa para guardar em sua estante. A estratégia de publicação de sucesso é aquela que entende e atende a essa nova realidade multicanal.
Publique mais do que páginas: crie conexões
Em meio a informações rápidas e conteúdos que se perdem em segundos, um livro ainda é o símbolo máximo de autoridade, credibilidade e permanência. É a oportunidade de consolidar sua história, compartilhar seu conhecimento e criar uma conexão profunda e duradoura com seu público.
Mais do que colocar palavras no papel, nós da Cucas Conteúdo transformamos sua visão em um projeto editorial completo e estratégico. Cuidamos de cada detalhe: da concepção da ideia à apuração e redação, passando pelo design premium e a coordenação de todos os parceiros necessários para que seu livro saia do papel com a qualidade que ele merece.
Seja para registrar suas ideias, fortalecer sua marca, educar seu mercado ou compartilhar seus estudos, nosso time de especialistas está pronto para guiar você em cada etapa dessa jornada.
Vamos juntos contar a sua melhor história? Converse com os Cucas sobre como concretizar seu projeto com um livro de sucesso.




